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março 24, 2006
O Teu Nome. Ver Sacrum.

"Lightness 2". Fotografia de Floris Andrea. 2001.
Diz
o teu
nome.
Como
se a palavra
tivesse
o peso ritual
de outrora
e nos teus olhos
bailasse
solene
o mar de Agosto.
Diz-mo
uma e outra vez.
O verão
é um projecto
em marcha
e a saudade
de um pinhal
qualquer
faz-se mais
presente.
Vamos diz.
Deixa
que os lábios
arrendondem
o som
e o peito
se te vá
todo nele.
Exploro
meticuloso
o texto escrito
no corpo
litoral
e o teu canto
ressoa
com mais maresia.
Um raio quente
desperta-te o colo
quando
devota
chamas
por mim.
Tempo
de sagração.
Dizes
o meu nome
agora.
Sim?
Publicado por Jorge A. S. às março 24, 2006 04:43 PM
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Comentários
como se fora uma despedida....um belíssimo dizer O nome. despedida digo para dizer o estar aqui dizendo que este é provavelmente um dos mais belos "textos" que li....
obrigado.
Publicado por: mendesferreira em março 24, 2006 07:35 PM
Belíssimo: de contar pelos dedos os sons, a refracção ds letras, a reverberação das cores!
jab
Publicado por: José António Barreiros em março 26, 2006 03:53 PM
E o ritmo pega nas palavras e conduz-nos ao longo de todo o poema esperando nós que ele nunca finde.
Publicado por: hfm em março 27, 2006 02:48 PM
fica-se á espera de um nome... ainda que se saiba que o nome não surgirá nunca.
Publicado por: tr em abril 1, 2006 02:45 AM
Sim...!
Esta é a resposta que o poema amorosamente pede. Ótimo poema.
Abraços,
Silvia
Publicado por: Silvia Chueire em abril 2, 2006 06:53 PM